Apurada sensibilidade que demonstra carinho, amor, calor, cura, energia,
que acena boa nova e adeus, tato que busca descobrir
quem o que e onde encontrar segurança em todos os meios,
o domínio que traduz sentimentos positivos e negativos,
que aperta de prazer e de morte,
mando e autoridade que destoa entre as raças,
controle que ampara o que quer e dispensa o
que não quer orientação
e habilidade em gritos, de liberdade,
de comemoração ao objetivo alcançado do aplauso,
de agradecimento, maneira peculiar de agir que carrega o
peso maior e a suavidade das plumas.
Uso da mão é transparente porque
é alva e pura e transcreve os mais belos versos,
canções de amor, de aclamação, de afago na hora do amor e da dor,
ação e direção no comando das decisões de ordem
e justiça, mão por mão quando se coloca um
contra outro na disputa do que for para seu próprio bem,
mão de fada na complacência
em dar e aceitar um afago em todos os momentos que a vida pode
nos proporcionar jamais abrir mão do que lhe é direito e não desistir
do que se almeja de melhor, agüentar a mão é enfrentar ou suportar
situação penosas ou trabalhosas é agüentar as pontas, dar as mãos
é amparar, é acolher, é o aconchego em auxiliar a si e ao seu próximo,
dar de mão é renunciar, é abandonar todas as mazelas que nos ofertam
a cada dia no transcorrer de todos os anos.
Mãos! De todas as cores, raças, tamanhos, quentes, frias, lisas
e com todos os adjetivos com que ela se apresenta nos dá
a certeza dos acertos erros que ela possa cometer seja pela dor ou pelo amor.
Izoleth Marcelino FEV/07
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