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Dicas

Mais planejamento, menos stress


Ana Maria Rossi*

Dezembro representa para muitos um mês curto – por conta dos feriados das festas ou férias coletivas –, de muitas comemorações, mas também de trabalho extenuante. É a época em que as empresas estão correndo para finalizar o planejamento estratégico do ano seguinte. Em conseqüência disso, o nível de stress costuma ficar altíssimo. Algumas pessoas chegam a desenvolver fadiga crônica, causada inclusive pelo excesso de trabalho acumulado ao longo do ano.

A fadiga crônica afeta o sistema de imunidade e o cérebro. Os sintomas vão desde a sensação de cansaço às juntas doloridas e esquecimento – quando você não consegue lembrar nem onde colocou a chave do carro. São pessoas que têm febre constantemente, dores de garganta, fraqueza muscular, distúrbios do sono, dores de cabeça e, muitas vezes, no corpo. É aquela gripe que nunca passa ou a garganta que não melhora. Esses sinais indicam que você ultrapassou o limite de stress tolerado por seu corpo. E pode ter certeza de que não vão ser alguns dias de férias que vão fazer a diferença para recarregar as baterias.

O que é preciso aprender é que os níveis de stress não se elevam de um dia para o outro, após um acontecimento único. Existe um efeito acumulativo. É preciso aprender a lidar com o excesso de pressão, de tarefas e o pouco tempo ditado pelos prazos apertados. Essas lições passam por um processo de autoconhecimento: aprender a dizer não, impor limites, saber pisar no freio, organizar e equilibrar o tempo gasto no trabalho e nas atividades pessoais. Tem gente que encontra sua válvula de escape nas técnicas de relaxamento, outros se dedicando a um hobby ou a uma atividade física. Cada um deve encontrar a forma que lhe satisfaz e traz calma para lidar com os excessos diários.

O que sugiro aqui é que cada um aprenda a fazer mais do que o planejamento da empresa, mas, sim, o planejamento da própria vida. Que tal abrir uma planilha pessoal? Que tal elaborar uma agenda com horários e tarefas a serem cumpridas? Atitudes simples como estas podem fazer a diferença para que você comece o ano pensando não apenas em planos – na dieta, na ginástica, naquele curso, mas com atitudes. E, quem sabe, ter um 2006, menos estressante e mais saudável.


*Ana Maria Rossi, Ph.D, é presidente da ISMA-BR, International Stress Management Association no Brasil, e organizadora do livro recém-lançado "Stress e Qualidade de Vida no Trabalho ­- perspectivas atuais da saúde
ocupacional" (Editora Atlas). Mais informações no site www.ismabrasil.com.br

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