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Dicas

Vacina Contra - HPV


Hoje em dia é difícil quem nunca ouviu falar sobre o papiloma vírus humano (HPV), causador de várias infecções, principalmente na região genital tanto masculina quanto feminina.

Alguns tipos ao acometerem a região genital feminina são causadores de câncer sendo a contaminação por contato sexual (DST- Doença Sexualmente Tranmissível).

Em todo o mundo, são registradas 230 mil mortes anuais pelo câncer de colo de útero, sendo quase o dobro o número de contaminações anuais. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima em 18.000 casos/ano e em São Paulo 35 casos para cada 100.000 habitantes. 

Os estudos da vacina foram realizados em 20.845 mulheres jovens, com idade oscilando entre 16 e 26 anos.

Entretanto, os tipos 6 e o 11 são os responsáveis por 90% das verrugas genitais (condilomas) em homens e mulheres e os tipos 16 e 18 associam-se a 70% dos casos de câncer do colo uterino.

Os outros tipos oncogênicos (45, 31, 33, 52, 35, 58, 59 e 56) estão relacionados com o restante dos casos de câncer do colo uterino.

Vacina

O laboratório Merck Sharp & Dohme desenvolveu a vacina tetravalente, contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18), que são responsáveis por 90% das verrugas genitais em homens e mulheres. A vacina usa partículas  semelhantes ao vírus chamado VLP - Vírus Like Particles, portanto uma vacina que não causa doença e é não oncogênica (substâncias que seriam causadoras de câncer).

Os estudos comprovam a eficácia de 100% para as verrugas genitais e neoplasia intra-epitelial cervical (NIC), para os tipos contidos na vacina. Para o HPV (6, 11, 16 e 18) mostrou eficácia de 90%.

A vacina foi liberada e aprovada para mulheres entre 9 e 26 anos de idade, sendo que estudos em outras faixas etárias e em homens estão em desenvolvimento.

É administrada por via intra-muscular, em 3 doses, sendo a segunda e a terceira, 2 e 6 meses a partir da primeira.

As reações adversas foram poucas e semelhantes às outras vacinas em uso.

Doses de reforço ainda não foram documentadas.

OBS.: Vale conversar com seu médico e se prevenir dessa doença!

Dr. Mírley Brandão Machado

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