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Histórico

 

Não há muitos registros históricos sobre a origem da atividade secretarial. No entanto, em várias civilizações antigas como no Egito, na Mesopotâmia, na Síria, etc., encontram-se referências aos escribas (palavra que significa escrever, contar). Na língua latina  existe as palavras "secretarium", que significa lugar retirado, conselho privado e "secretum" que significa retiro, solidão, audiência secreta, particular, segredo, mistério. Certamente, o que aconteceu foi que a grafia e o significado das palavras foram se modificando, chegando-se a secretário e secretária.

A profissão de secretariado, inicialmente com características especificamente masculina, só veio despontar com a Revolução Industrial na Inglaterra, em 1760. Com o remanejamento dos homens para operarem as máquinas houve uma conseqüente abertura de espaço para as mulheres na estrutura empresarial. Mas somente após as duas grandes guerras mundiais é que surgiu condição de utilização da mão-de-obra feminina em funções administrativas, já que a participação das mulheres, no mercado de trabalho, estava limitada à indústria têxtil, em funções rotineiras.

No Brasil, não temos registro dos primeiros secretários. Sabe-se somente que a profissão ganhou vulto após a II Guerra Mundial, com a ida de muitos homens para os campos de batalha e a conseqüente substituição deles por mulheres nos escritórios. As mulheres, até então, exerciam apenas a profissão de magistério, que desde 1871 havia sido aberto como campo de trabalho feminino.

No entanto, devido a natureza feminina, caracterizada pela paciência e habilidade manual, principalmente no manejar da máquina de escrever, determinaram a inserção da mulher na vida econômica e outorgou-lhe uma nova identidade social. Não se pode negar, portanto, que é impossível separar a evolução do papel da secretária do papel da mulher na sociedade.

O mundo empresarial passou a reconhecer uma força de trabalho até então subestimada. Foi assim que as mulheres começaram a destacar-se somo secretárias, cônscias de suas capacitações. Multiplicaram-se rapidamente pelas empresas, granjeando o respeito e a admiração de todos por seu desempenho, de tal forma que logo isolaram os homens secretários e, por muitos anos, arrogaram a exclusividade da denominação.

Entretanto, não havia o menor respaldo jurídico, uma vez que a profissão não era reconhecida. Secretário significava mais um emprego que uma profissão. Se por um lado houve uma separação estabelecida entre "Secretárias" e "Secretários", por outro se deve evidenciar que foram as mulheres que empreenderam a luta pelos direitos da categoria. Começou-se, então, em meados dos anos 60, um movimento na busca da profissionalização.

Inicialmente surgiu o "Clube das Secretárias" no Rio de Janeiro, que anos depois se transformaria na "Associação das Secretárias do Rio de Janeiro". Foi a primeira associação civil surgida com o objetivo de reunir e agrupar a classe, visando à conscientização e ao aprimoramento profissional.

Aos poucos, associações análogas foram surgindo em quase todos os estados. Foi sentida, então, a necessidade de se criar um órgão que coordenasse e as representasse a nível nacional. Diante disso, em 07 de setembro de 1976, criou-se a Abes – Associação Brasileira de Entidades Sindicais. Começava-se os indícios da regulamentação da profissão.

 

 

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